E seja o que Deus quiser!

Falando um pouco da injustiça social que nos acerca diariamente, comentarei o filme “Seja o que Deus quiser“, de Murilo Salles. No Rio de Janeiro, uma garota de classe média, a fim de trabalho, vai fazer uma matéria sobre uma nova banda, composta por moradores do Complexo do Alemão. Durante a gravação conhece um dos músicos, e, em meio as rotinas e surpresas, a garota decide dormir com o músico. A casa dele é invadida quando ele se ausenta pela manhã e ela é agredida, então a garota supõe que ele seja o culpado. Enfim, a garota volta a São Paulo e dá queixa sobre o acontecido. Ele, procurado pela polícia, decide ir atrás dela e fazê-la retirar a queixa. Só que chegando lá é surpreendido pelo mundo clubber da cidade e é convidado a participar de extorsões e “projetos” de sequestro pelo irmão da moça. Ou seja, o rapaz sai de sua comunidade a fim de resolver seus problemas (no qual não teve culpa), conhece os ‘boys’ que jamais conviveu e ainda pra piorar, aproveitam de seu físico e cor (negro e forte), vista como preferida pela maioria para a prática de situações ‘fora da lei’. Visão de Murilo Salles bem interpretada e ampliada, entre muitos que assim enxergam o mundo, infelizmente. A forma que foi abordada a situação do negro pobre reflete até hoje em nossa sociedade. Conceitos precisam ser mudados, a educação aos filhos também. Muitos adolescentes são reflexo dos pais. Pensem nisso…
O filme passou no Canal Brasil (canal 66 da Net) no dia 12 de abril.
Paula Matos

3 Comentários

  1. vamos mudar esses paradigmas, vamos?
    temos que acabar com essa coisa de sempre o negro ser o ladrão…. o bandido!
    uma melhor educação para tds.. é o que precisamos.. e já!
    beijos

    *nunca vi o filme… mas vou assistí-lo!

  2. Nunca vi esse filme, mas deu vontade de assistir *-*
    Muito bom o blog!
    Amo filmes, e amo coisas bem escritas..LOGO…
    PARABENS! :D

    mantenha,-se jaaauhauahauha

    bejãao

  3. Paula, concordo com o comentário que os conceitos precisam mudar. A educação é tudo e o respeito com o outro também, independente de cor ou classe. Realmente o filme deve ser bom!

    Bjs, Elô.


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